quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Vermelho

"Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho, que hoje eu passei batom vermelho. Eu tenho tido a alegria como dom, em cada canto eu vejo o lado bom!" 
Mallu Magalhães 



foto by me @ferlede 2015

domingo, 9 de agosto de 2015

Alcácer do Sal

A Alcácer do Sal situa-se no distrito de Setúbal. Na paisagem circundante, podemos observar as lezirias, as planícies, mas sobretudo o Estuário do Sado.
Mais informação nos sítios Guia da cidade e Câmara Municipal.





 Fotografias @ferlede agosto 2015

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Não me Importo com as Rimas



Não me Importo com as Rimas

Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural corno o levantar-se vento... 

Alberto Caeiro


terça-feira, 7 de julho de 2015

Paradoxos


“Se não houver frutos
Valeu a beleza das flores
Se não houver flores
Valeu a sombra das folhas
Se não houver folhas
Valeu a intenção da semente"
Henfil



sexta-feira, 8 de maio de 2015

Poema "Se"

Poema "Se"
Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia…Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser…Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo…
Se algum ressentimento,Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou…
Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio…
Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu…
Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia…
Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende…
Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim…
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito…
Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz…
Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou…
Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos, Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.
Hermógenes

Foto @ferlede 


Altura de crescerem novas flores

sábado, 28 de março de 2015

A viagem não acaba nunca

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.
José Saramago

domingo, 8 de março de 2015

Mulheres… e (des)amores


Hoje é o dia da mulher, o facto de haver, ainda, necessidade de um dia comemorativo, por si só mostra que muito há a fazer no âmbito da igualdade do género, tanto a nível profissional, como noutros níveis.

Não me identifico muito com as comemorações dia A, B, ou C pois procuro viver intensamente cada dia, procurando dar um pouco de mim, em cada situação. Comemorações com hora marcada não são certamente as que carregam mais emoção, mais sentimentos, mais espontaneidade ou as mais genuínas.

Hoje dia da mulher, não posso ignorar este assunto, pois incomoda-me, faz-me estremecer a quantidade de notícias de mulheres que morrem em cenas de (des)amor.


As mulheres, atualmente, são as mais graduadas academicamente, mas continuam a não ser as mais fortes no que toca à força física. Por isso, a este nível estarão sempre em desigualdade, serão o elo mais fraco. 
E o que esta fraqueza tem permitido…
Há dias, a Maria Z… aquela menina sorridente e extrovertida da minha escola secundária, que um dia, tal como eu,  ousou vir para longe da família à procura de um sonho, construiu o seu percurso profissional e distribuiu sorrisos solidários.  
Provavelmente nem tudo foi glamour no seu percurso, pois quando se começa de novo numa cidade desconhecida, nem tudo é fácil, mas ninguém merece um fim assim. Não consigo, sequer imaginar a dor que ficou no coração daquela mãe, da irmã e do resto da família.
E no dia da mulher é o que me ocorre, desejar muito, muito,  como fazem as crianças, que alguém consiga fazer mais pela condição e dignidade das mulheres. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A evidência das coisas

A evidência das coisas é diferente da evidência das palavras. Aquelas são, estas dizem. E o homem de hoje só quer fazer fé no que vê. A sua dimensão judicativa é visual, plástica. Inverteu o dom de imaginar.

Miguel Torga, S. Martinho de Anta, 11 de abril de 1979
Diário XIII

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Amanhã é o meu dia de Carnaval sem mascaras



Eu quero apenas um dia de carnaval sem mascaras, leia-se cargos, funções, papeis.  Não, não desengane-se quem pensa que não gosto do que faço, do que desempenho, do que represento. Em todos eles empenho-me e envolvo-me, dou tudo ou quase tudo de mim em cada um deles, em cada momento, preciso apenas de um dia só meu, com o meu sofá, o pijama, a família e as ronronices da minha tita. Assim, sem preocupações, sem papéis, respirar fundo, recarregar energia, apenas eu. 


sábado, 27 de dezembro de 2014

Risos... e os provérbios

Curiosidades, provérbios e ditos populares  sobre o riso
Dito popular"Muito riso, pouco siso"
outros provérbios
"O riso está perto do pranto."
"O riso abunda na boca do tolo."
"Ninguém se ri que não tenha chorado."
"Quem ri, pode não estar alegre."
"Rir com um olho e chorar com outro."
"Riso hoje, choro amanhã."
"Riso pronto, miolo tonto."
"O riso é a trombeta da loucura."
Claro que na vida e no dia a dia há tempo para riso, tempo para seriedade, mas nos adultos quando os risos são exagerados soam-me a mascara, figurino criado como defesa ou falsidade, ninguém ri 24 horas por dia.