Navegar
A rota fácil nunca serve,
Que por breve ou doce não te iluda.
De muitas pequenas pedras se faz a longa estrada
E de muito remar o mar distante.
Aonde corres sem saber? Porque navegas sem leme?
O amanhecer que te ilumina nunca esquece,
E não há mais caminho além de amar o mar,
Não há mais magia ou novo encanto.
Não existe porto ou tempo certo,
Há apenas o vento e as velas que te empurram
E a paciência, a alma aberta de quem espera a hora incerta.
E há o fim de tudo, às vezes longe, o farol da tua fé.
Há o teu medo, o teu pecado, como vagas que te agitam,
Há essas forças que gritam e que te fazem remar
Para o norte, contra a sorte, contra a morte,
Com ânsia de não ficares, com sede de te encontrares.
Poema do livro: A pedra e a Flor
do colega e amigo Jorge Silva


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