domingo, 6 de abril de 2025

Navegar

 Navegar


A rota fácil nunca serve,

Que por breve ou doce não te iluda.

De muitas pequenas pedras se faz a longa estrada

E de muito remar o mar distante.

 

Aonde corres sem saber? Porque navegas sem leme?

O amanhecer que te ilumina nunca esquece,

E não há mais caminho além de amar o mar,

Não há mais magia ou novo encanto.

 

Não existe porto ou tempo certo,

Há apenas o vento e as velas que te empurram

E a paciência, a alma aberta de quem espera a hora incerta.

E há o fim de tudo, às vezes longe, o farol da tua fé.

 

Há o teu medo, o teu pecado, como vagas que te agitam,

Há essas forças que gritam e que te fazem remar

Para o norte, contra a sorte, contra a morte,

Com ânsia de não ficares, com sede de te encontrares.       


Poema do livro: A pedra e a Flor 

do colega e amigo Jorge Silva



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