sexta-feira, 10 de outubro de 2025
Nobel da Paz: o valor simbólico da coragem
domingo, 27 de julho de 2025
#3 Era preciso contar à família
Ainda mal conseguia verbalizar a palavra, quanto mais explicar tudo o que ela trazia consigo.
Mas já não podia adiar. Chegara o momento de contar à família, ao meu filho,
depois aos meus irmãos.
Sabia que cada palavra ia cair com o peso do medo e da incerteza.
Sabia que iam sofrer — e que ver essa dor, estampada nos olhos e na voz de quem
amo, me doía ainda mais.
Há coisas que não se conseguem preparar. A notícia sai aos
pedaços, entre silêncios e lágrimas contidas, e o que mais custa não é o que se
diz — é o que se sente no ar, naquela mistura de choque, ternura e vontade de
proteger uns aos outros.
Naquele instante, percebi que a força não estava em esconder
o medo, mas em deixá-lo ser partilhado. E que o amor, mesmo ferido pela dor,
continua a ser o lugar mais seguro do mundo.
quarta-feira, 23 de julho de 2025
#2 Exames, mais exames após a notícia
O caminho que se abriu à frente não era uma linha contínua. Era um caminho cheio de incertezas e tropeços, onde cada passo exigia força e confiança. Mas, ao mesmo tempo, foi nesse percurso que se revelaram gestos simples e preciosos: o apoio de quem está perto, a palavra certa no momento certo, a importância de parar e respirar.
Entre exames e análises, descobri que viver um dia de cada vez é mais do que uma frase feita — nesta fase é a única forma. E que mesmo nos caminhos mais difíceis, há sempre um fio de luz a guiar-nos para diante.
domingo, 20 de julho de 2025
quinta-feira, 26 de junho de 2025
#1 Hoje o meu mundo mudou
Chorei. Não gritei. Acho que nem respirei direito. Só fiquei parada. A tentar
perceber se era comigo.
Mas era. É.
A médica falou sobre — exames, tratamentos, planos — mas
confesso que não retive muito.
domingo, 6 de abril de 2025
Navegar
Navegar
A rota fácil nunca serve,
Que por breve ou doce não te iluda.
De muitas pequenas pedras se faz a longa estrada
E de muito remar o mar distante.
Aonde corres sem saber? Porque navegas sem leme?
O amanhecer que te ilumina nunca esquece,
E não há mais caminho além de amar o mar,
Não há mais magia ou novo encanto.
Não existe porto ou tempo certo,
Há apenas o vento e as velas que te empurram
E a paciência, a alma aberta de quem espera a hora incerta.
E há o fim de tudo, às vezes longe, o farol da tua fé.
Há o teu medo, o teu pecado, como vagas que te agitam,
Há essas forças que gritam e que te fazem remar
Para o norte, contra a sorte, contra a morte,
Com ânsia de não ficares, com sede de te encontrares.
Poema do livro: A pedra e a Flor
do colega e amigo Jorge Silva
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
As Campainhas Amarelas
O frio do inverno parece já não ser tão intenso, mas a natureza anda zangada connosco e nunca e sabe. Mas já começam a florescer as campainhas que preenchem os campos de amarelo.
Fizeram-me relembrar os tempos de pequenita, na aldeia, quando os campos começavam a ficar cobertos de flores.
Bate aquela saudade e não é só das flores
terça-feira, 17 de agosto de 2021
Deixe ir as pessoas que não estão preparadas para te amar
"Deixe ir as pessoas que não estão preparadas para te amar. Essa é a coisa mais difícil que você terá que fazer na sua vida e também será a coisa mais importante. Pare de ter conversas difíceis com pessoas que não querem mudar.
Isso não significa que você arruinou a relação, significa que a única coisa que segurava era a energia que só você dava para mantê-la.
Faça da sua vida um refúgio seguro, no qual só são permitidas pessoas ′′ compatíveis ′′ com você.
sábado, 24 de agosto de 2019
sábado, 1 de setembro de 2018
Barragem da Aguieira
terça-feira, 21 de agosto de 2018
Santuário de Santo Ambrósio
sábado, 25 de novembro de 2017
Chove. Há Silêncio
Chove. Há Silêncio
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
domingo, 13 de agosto de 2017
Conserto a Palavra
Conserto a Palavra
Restauro-a
Dou-lhe um som para que ela fale por dentro
Ilumino-a
Ela é um candeeiro sobre a minha mesa
Reunida numa forma comparada à lâmpada
A um zumbido calado momentaneamente em exame
Ela não se come como as palavras inteiras
Mas devora-se a si mesma e restauro-a
A partir do vómito
Volto devagar a colocá-la na fome
Perco-a e recupero-a como o tempo da tristeza
Como um homem nadando para trás
E sou uma energia para ela
E ilumino-a
Daniel Faria, in "Homens que São como Lugares Mal Situados"
sábado, 1 de julho de 2017
Medalha de Mérito Municipal de Macedo de Cavaleiros grau ouro, na categoria de Atividade Académica e Científica.
Um dia que nunca esquecerei...
Artigo no website da Câmara Municipal -Cumprimento a todos e a todas,Agradeço à Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros e à Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros por este reconhecimento na categoria – Atividade Académica e Científica.Agradeço à minha família, em especial ao meu filho que me acompanha e à minha mãe que me educou com os valores e princípios, rígidos, naquela altura, mas que na verdade me fizeram desenvolver as ditas competências, quer para estender a passadeira, quer para passar nela na hora da cerimónia. Ensinou-me que o trabalho e a dedicação são o caminho, ainda hoje é o que conheço.Quando me foi atribuída, pensei, bem… faltava-me qualquer coisa no meu currículo, mas Macedo de Cavaleiros há-de ser sempre o meu berço. Onde cresci, não muito, porque sempre achei alguma piada a ser baixinha, onde estudei, bastante, onde a prendi a ser menina e mulher. Fiz as 30 por uma linha, como se diz.Os sonhos são do tamanho do que fazemos por eles. Quando nos confrontamos com estas situações, pensamos, revivemos situações, mas de Macedo de Cavaleiros, nem ressentimentos, nem saudosismo. Os lugares em que vivemos são sempre o tempo em que os vivemos – são perfeitos e completos a cada instante. Carregam os momentos felizes e as marcas da vida que nos fazem avançar.Porém tenho consciência de que senão tivesse arriscado a sair da zona de conforto, o meu percurso profissional seria assim. Talvez não tivesse algumas das oportunidades para mostrar o conhecimento e a capacidade de agir e construir com o saber adquirido que nos trouxeram até este reconhecimento. Mas basta de se e se foi assim e pronto.Interpretei a atribuição deste reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em nome de uma melhor educação com as tecnologias. Porque a escola não pode “colocar a cabeça na areia” como diz e continuar a fazer de conta que nada mudou.É preciso diminuir o fosso entre os processos de ensino e aprendizagem e a sociedade da informação. Isso não se resolve com só com ideias, mas agindo. Nós temos sido críticos com uma mão, mas sempre com propostas na outra mão. Por isso, também agradeço a todos os colegas que fizeram este percurso ao meu lado.Tendo em conta que o ensino básico já está profundamente ligado às autarquias é impensável que não tenham nos seus planos um plano de ação para a tecnologia ou para a economia digital, que não pode excluir a ação nesta área da educação. Sem uma boa aposta na educação, não há economia que resista. Os castelos não se começam a construir pelo telhado e o alicerce é a escola.É neste âmbito que o meu conselho pode contar comigo.Por último, tendo em conta que estamos numa região com hábitos culturais tradicionais muito enraizados, este reconhecimento fez-me sentir, ainda, o diminuir ou no esvanecer de algumas ideias pré-concebidas. Pensei na dualidade valor profissional homem versus mulher e na dualidade és da aldeia ou és da cidade que se sentia na escola e eu sou da aldeia de Limãos.Como dizia Miguel Torga “ A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço”.A partir de hoje sinto que tenho mais responsabilidade na representação e divulgação do meu concelho Macedo de CavaleirosObrigado a todos
MACEDO DE CAVALEIROS HOMENAGEIA FILHOS DA TERRA
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Edital da Câmara Municipal![]() |
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| Entrega da Medalha |
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| Fotografia com o Senhor Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal |
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| Os sentimentos |
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| Fotografia dos homenageados |
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| A medalha |
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| A medalha |
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| As flores do Município |
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| As flores da família |
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| A família |
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| Os colegas e amigos |
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| Amigos |
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| Jantar dos homenageados |
“Amizade verdadeira não é ser inseparável. É estar separado, e nada mudar”
Esta semana foi bem puxadinha de emoções diversas, ainda nem tive tempo de as absorver e colocar cada uma no seu lugar…



































